INSÍGNIA E LEMA

INSÍGNIA E LEMA
CONQUISTANDO OS CORAÇÕES SE VENCE A LUTA

terça-feira, 29 de abril de 2014

15ª CONFRATERNIZAÇÃO - 2008, NA LOURINHÃ

Em conformidade com o decidido no ano passado, estamos nós na Lourinhã, em 3 de maio de 2008 (excecionalmente não no sábado mais próximo do dia 8, por razões ponderáveis consideradas em 2007), vila conhecida, entre outros requisitos, pelos achados arqueológicos na própria localidade e na sua zona circundante, nomeadamente da era jurássica, onde predominavam os dinossauros,  material que se encontra exposto no Museu Arqueológico da terra, inaugurado em 1984, cujo espólio é diversificado, pois também contém Arte Sacra e exibe diversificada ferramenta etnográfica de toda a zona oeste do país. Foi possível, para quem quis, fazer uma visita a este rico museu. Seguiu-se Missa na Igreja Matriz, em cuja prática sacerdotal foi feita uma alusão à Guerra e à forte camaradagem que ela inevitável e tradicionalmente gera.
Este ano, sob a égide do Camarada Luís Frade, reunimos-nos no Restaurante VELHA ADEGA, cuja especialidade são as Carnes Grelhadas e Peixe Fresco, onde convivemos fraternalmente num ambiente de sã camaradagem. 



Findo o repasto, e já com um número muito reduzido de camaradas, o Frade proporcionou uma visita à unidade industrial da qual é sócio (LOURITEX), empresa importante na área da metalomecânica pesada, nomeadamente Alfaias Agrícolas e Trituradoras.
Entretanto, ainda durante a refeição, e considerando que no ano seguinte, 2009, perfará 40 anos da nossa partida para Angola, número redondo, eu disse que faria muito gosto que a nossa Confraternização ocorresse na minha cidade do Porto, o que foi aceite.


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Carlos Jorge Mota

segunda-feira, 28 de abril de 2014

14ª CONFRATERNIZAÇÃO - 2007, EM VILA DE REI

Decorridos 10 anos, passados num ápice, cá estamos de novo em Vila de Rei, no dia 5 de maio, terra do Camarada Joaquim Costa, sob cuja égide a Confraternização de este ano de 2007 se efetuou.
Visita obrigatória ao Marco do Centro Geodésico do país, local aprazível donde se desfruta uma visualização deslumbrante, dado o ponto alto em que se encontra.
Com os pés debaixo da mesa na ALBERGARIA D. DINIS, comemos bem e bebemos melhor, pois a pinga também é da boa, que ajudou a animar as hostes e a destravar algumas línguas mais acanhadas para a conversa, principalmente a das senhoras, pois a nossa, neste momento especial de camaradagem, não há travão hidráulico que a segure, ao reviver-se tempos idos de juventude.


Posta à discussão a escolha da localidade do próximo ano, de imediato se voluntarizou o Camarada Luís Frade para, na sua terra da Lourinhã, podermos, para além de conviver, fazermos também umas pequenas escavações em busca de dinossauros.



 Carlos Jorge Mota


13ª CONFRATERNIZAÇÃO - 2006, NA ERICEIRA

Conforme decidido no ano transato, eis-nos em 2006 na linda praia da Ericeira, local escolhido para a nossa Confraternização anual, esta sob a égide do Camarada Armindo Lopes, o grande pasteleiro da área.
No dia 6 de maio, após prévia concentração junto ao Convento de Mafra, aí vamos nós sentar-nos a bem comer e a bem beber no Restaurante O POÇO, depois de termos assistido a Missa na Igreja de S. João de Deus da Achada.


Findo o convívio e o lauto repasto, deu ainda para se dar um passeio pela bonita praia de Ericeira e, já à tardinha, integrado num pequeno grupo capitaneado pelo Armindo, houve tempo e vontade, para quem quis (e foi o meu caso), para uma boa sardinhada, mesmo juntinho ao mar.
Entretanto, havia sido decido já, em pleno convívio fraternal, que, pela ausência de algum voluntário que permitisse a continuação da diversificação geográfica das nossas Confraternizações, a próxima, portanto, de 2007, se realizasse novamente, e passados exatamente 10 anos, em Vila de Rei, face à insistente manifestação de vontade do Camarada Joaquim Costa.

Carlos Jorge Mota

12ª CONFRATERNIZAÇÃO - 2005, NA COVILHÃ

Por razões da minha vida particular, em abril de 2005 tive que me deslocar ao Brasil onde permaneci durante cerca de 3 meses. Atendendo a que o tradicional mês das nossas Confraternizações, na sua quase generalidade, tinham ocorrido em maio, e porque nesse mês eu estaria ausente, este vosso amigo, junto do núcleo a que mais proximamente se encontrava relacionado - quer por motivo meramente pessoal ou por razões de vivência anterior mais íntima -, sugeri que se efetuasse a Confraternização no mês já tradicional - maio -, sem a minha presença, e disponibilizei-me para remeter os elementos do pessoal da Companhia. Foi-me dito então que seria melhor aguardar o meu regresso do Brasil ... que teve lugar em fins de julho. Como agosto é o mês de férias por excelência e em setembro muitos dos Camaradas eventualmente poderiam estar a dedicar-se à sua vindimazinha, resolvi, trocando impressões com o Camarada Oliveira Mineiro, sob cuja égide, estava já assente do ano anterior, o Convívio se efetuaria, marcar a nossa Confraternização desse ano para 15 de outubro.
Decorrente do que precede, e mais uma vez na Covilhã, de harmonia com o combinado no ano anterior e pelas razões então expostas, teve lugar a Confraternização anual de 2005 naquela linda cidade serrana, no Restaurante QUINTA DAS FLORES, exatamente o mesmo onde estivéramos 6 anos antes (1999). Tal qual como naquele ano, o convívio foi precedido de missa numa bela capelinha em Tortosendo, terra-natal do Mineiro.



Perguntado aos presentes se haveria voluntários para a assunção da logística do ano seguinte, perfilou-se, entre várias hipóteses, a do Camarada Armindo Lopes, da Ericeira, pelo que se deliberou que seria naquela belíssima localidade marítima onde nos encontraríamos de novo.
Entretanto, e a fim de cada um de nós poder atempadamente programar a sua vida para se disponibilizar a estar presente nas Confraternizações anuais, ficou deliberado, depois de consensualmente aceite, que o dia do Convívio ficaria definitivamente marcado para o sábado mais próximo ao dia 8 de maio, data do nosso embarque para Angola.

Carlos Jorge Mota 

11ª CONFRATERNIZAÇÃO - 2004, EM VISEU

De harmonia com o decidido nas Caldas da Rainha no ano anterior, e sob a égide do Camarada Vitor Santos, da Companhia 2504, realizou-se em Viseu, em 22 de maio, a nossa 11ª Confraternização, mas integrada no conjunto das quatro Companhias do Batalhão, portanto, Batalhão unido.
Reunião alegre e fraternal, todavia cedo foi concluído por alguns, e foi um número significativo, que uma Confraternização onde se misturam na mesma mesa camaradas que pouco ou nenhum contacto vivenciaram em Angola, não seria o modo mais adequado para se efetivarem futuros eventos similares, pelo que, no que diz respeito à Companhia 2506, deliberou-se que no ano seguinte se faria uma Confraternização autónoma. Como as condições envolventes não eram as ideias para se abordar esta questão dum modo mais abrangente, mas bebendo o consenso colhido, foi decidido, por um grupo restrito, que em 2005 a Confraternização ocorreria de novo na Covilhã, portanto, repetindo o local - o que sempre se procurou evitar para se proporcionar uma diversificação pelo país -, uma vez que o Camarada Oliveira Mineiro se disponibilizou para esse desiderato.



Carlos Jorge Mota

10ª CONFRATERNIZAÇÃO - 2003, NAS CALDAS DA RAINHA

Em conformidade com o já deliberado no ano anterior e pelas razões então expostas, sob a égide dos Camaradas Domingos Bernardo e Luís Frade, que, em articulação comigo e com os Camaradas responsáveis pelos Convívios da CCS e das Companhias 2504 e 2505, em 3 de maio realizou-se a 10ª Confraternização da Companhia de Caçadores 2506 que, com a presença conjugada das outras Companhias do Batalhão de Caçadores 2872, sua Unidade Orgânica, permitiu o primeiro Convívio conjunto do Batalhão POP. O evento teve lugar no Restaurante A LAREIRA, onde se bem comeu e bem se bebeu.
Após o repasto em confraternização, foi-nos proporcionada uma visita ao ex-Regimento de Infantaria 5, Unidade que acolheu grande parte dos Graduados aquando do início da sua vida militar, entretanto transformada em Escola Central de Sargentos. Para quem lá vestiu a sua farda pela primeira vez foi uma romagem de recordação dos tempos bons e maus inerentes à Instrução, passagem pelas Casernas e Refeitórios, Carreira-de-Tiro, sítios específicos de Aplicação Militar  e das Aulas Teóricas e os demais cantinhos que nos eram tão familiares.



Eu e o Medroa (CCS)


     Meu discurso perante todos os presentes

Face ao aparente êxito então reconhecido, foi decidido dar continuidade à junção das Companhias do Batalhão em futuros Convívios, oferecendo-se para esse desiderato o Vitor Santos, de Viseu, da Companhia 2504, pelo que se assentou de imediato que no ano seguinte seria naquela cidade que a próxima Confraternização teria lugar.

Carlos Jorge Mota

domingo, 27 de abril de 2014

09ª CONFRATERNIZAÇÃO - 2002, EM PONTÉVEL (CARTAXO)

Na sequência do deliberado no ano anterior, e sob a égide, em articulação de ambos, dos Camaradas José Belchior e José Calisto, a Confraternização de 2002 ocorreu em Pontével, próximo do Cartaxo, no dia 18 de maio, no Restaurante O MOSTEIRO. Terra de bom vinho, óbvio que a ótima refeição foi bem regada com o brancol e tintol local à maneira, na opção da cada um.



Abordada a questão da marcação do próximo Convívio, foi por mim comunicado que havia o compromisso, assumido pelos respetivos responsáveis diretos num Convívio de Graduados entretanto efetuado em Mafra, de se procurar fazer convergir as quatro Companhias do Batalhão, em 2003, para uma Confraternização comum no mesmo local, tendo recaído já a escolha na cidade das Caldas da Rainha. Por essa razão, o Camarada Domingos Bernardo, lá residindo, e o Luís Frade, da Lourinhã, localidade relativamente próxima, prontificaram-se de imediato para, em articulação, assumirem a parte logística.  

Carlos Jorge Mota

08ª CONFRATERNIZAÇÃO - 2001, NA PÓVOA DE VARZIM

Porque, na Confraternização de 2000, o Camarada Macedo de Oliveira se voluntarizou para assumir na sua terra a logística da do ano seguinte, foi deliberado que, em 2001, o convívio anual se efetuasse a norte do país, considerando que a rede de estradas é já muito eficaz e permite uma deslocação rápida e pouco onerosa. Assim, no dia 5 de maio, e sob a égide daquele camarada, na ESTALAGEM S. FÉLIX PARQUE, no Monte S. Félix, em Laundos, próximo da Póvoa de Varzim, local aprazível e com horizontes alongados devido à altitude, teve lugar a Confraternização de 2001. Antes, porém, foi feita uma visita ao Quartel, de construção relativamente recente, da Escola Prática de Administração Militar, antes situada em Lisboa, no Lumiar, e que cumulativamente substituiu o velho Quartel do 1º Grupo de Companhias de A.M. da Póvoa de Varzim.


Ex-1º Vilares (Capitão) no uso da palavra


Como se tratava de uma  Estalagem, houve Camaradas que nela pernoitaram, uns de véspera, outros no próprio dia, para desfrutarem as belezas desta linda zona nortenha, quer pelas suas praias quer ainda pela área rural, onde abundam árvores de boa fruta. 

Discutida a questão da seleção do local da próxima Confraternização, e porque dois camaradas se disponibilizaram para assumir, em articulação, a sua logística na sua terra comum, Pontével, próximo do Cartaxo, foi deliberado que no ano seguinte o convívio será nessa localidade.  

Carlos Jorge Mota


sábado, 26 de abril de 2014

07ª CONFRATERNIZAÇÃO - 2000, EM CASTELO DE VIDE

Conforme deliberado no ano anterior na Covilhã, e porque o Camarada Cardinho Ramos manifestou interesse em que a Confraternização de 2000 ocorresse na sua terra natal, foi sob a sua égide que esta se efetuou na linda vila alentejana de Castelo de Vide, no dia 6 de maio, no Restaurante S. JOÃO.


Fez-se uma visita à vila, nomeadamente ao seu Castelo e a todo o casario envolvente. E, para quem se disponibilizou a isso, uma vez que a área próxima é toda ela detentora de uma enorme beleza e portadora de uma riqueza histórica considerável, foi possível uma curta passagem pelas Serras de S. Mamede e do Marvão, em cujo território desta última se situa a vila com o mesmo nome (Marvão), marco importante da nossa história militar e de cujo Castelo é possível visualizar uma área de muitos quilómetros quadrados de inigualável deslumbre.


Carlos Jorge Mota

06ª CONFRATERNIZAÇÃO - 1999, EM TORTOSENDO/COVILHÃ

De harmonia com o combinado no ano anterior, eis-nos, neste ano de 1999, concretamente no dia 8 de maio, perfazendo, portanto, exatamente 30 anos da data de embarque, em Tortosendo, próximo da Covilhã, terra natal do Camarada Oliveira Mineiro, sob cuja égide se fez esta Confraternização.
Após Missa no Seminário do Vento Divino, numa linda capelinha de Tortosendo, deslocámos-nos para o Restaurante QUINTA DAS FLORES, já em terrenos da Covilhã. Aí desfrutámos do já habitual excelente convívio, onde bem se comeu e melhor se bebeu, aliás, como em todas as demais confraternizações, sem exceção.


Como se poderá verificar, o nosso Capitão Santana foi relembrado nesta data redonda (30 anos), e após 4 anos da sua partida para uma viagem sem regresso, com a colocação da sua fotografia no documento do Programa. O Mineiro elaborou um lindo poema, de sua autoria, cujo tema é UM AMIGO, e cujo conteúdo é dedicado a todos os presentes e ao já malogrado e saudoso Capitão Santana.







Discurso proferido pelo ex-1º Vilares (agora Capitão)
- aqui publicado com sua autorização -

                 
                 


Carlos Jorge Mota

sexta-feira, 25 de abril de 2014

05ª CONFRATERNIZAÇÃO - 1998, EM SANTA MARGARIDA

Sob a égide do Camarada Jerónimo Candeias, Sargento-Mor então ainda no ativo, realizou-se, em pleno verão, no Campo de Instrução Militar de Santa Margarida, a Confraternização de 1998, em ambiente tipicamente militar, o que nos fez reviver a época por que lá passámos 29 anos antes. 


Durante o repasto, em pleno convívio fraternal, planeámos o local da Confraternização do ano seguinte, oferencendo-se para colaborar em tal desígnio o Camarada Mineiro pelo que ficou assente que seria em Tortosendo, perto da Covilhã, sua terra natal.

Carlos Jorge Mota

quinta-feira, 24 de abril de 2014

04ª CONFRATERNIZAÇÃO - 1997, EM VILA DE REI

No dia 10 de maio e sob a égide do Camarada Joaquim Costa, realizámos a 4ª Confraternização na linda localidade de Vila de Rei, Centro Geodésico do País.
Fomos recebidos pela Presidente da Câmara Municipal, Irene Barata, e, de seguida, deslocámos-nos ao Marco que assinala o Centro Geodésico. O Almoço foi servido no Restaurante O COBRA.
Para a realização da Confraternização no ano seguinte ofereceu-se o Camarada Jerónimo Candeias, então já Sargento-Mor, que se comprometeu proporcionar-nos um bom convívio em pleno Campo de Instrução Militar de Santa Margarida, onde todo o nosso Batalhão fez o seu IAO (Instrução de Aperfeiçoamento Operacional), que precedeu o embarque para Angola.









Carlos Jorge Mota

quarta-feira, 23 de abril de 2014

03ª CONFRATERNIZAÇÃO - 1996, EM CONCAVADA (ABRANTES)

Durante a doença do Capitão Santana (o posto de designação será para nós sempre esse, independentemente das promoções que possa entretanto ter tido), ele várias vezes me telefonou relatando-me a sua triste sorte, mas sempre com uma postura aparentemente alegre e reveladora de alguma esperança, direi mesmo, coragem e confiança, na evolução positiva da doença face ao transplante programado. Infelizmente o desenlace ocorreu. Por essa razão, realizámos a nossa Confraternização em 9 de novembro, fora, portanto, da época que havíamos planeado. Foi no mesmo Restaurante da anterior, em 1991, agora batizado com o nome de NOVA NORA.

Para esse efeito, remeti em 7 de outubro, para todos os Camaradas, a seguinte carta



Pela dolorosa experiência colhida e também já mais amadurecidos, resolvemos que, daí em diante, a Confraternização passasse a ser anual e diversificando a localidade. Eu disse que seria melhor outro Camarada assumir a responsabilidade pela organização, pois a tarefa, para além de trabalhosa, era provocadora de alguns gastos em deslocação para reconhecimento do restaurante. Foi sugerido pelo Mineiro que seria melhor eu continuar com essa função, atendendo ao meu perfil (palavras dele), pois, com troca, haveria o risco de os eventos não se realizarem mais e se perderem (também palavras dele). Foi, então, por mim solicitado que um voluntário da localidade onde no ano seguinte a Confraternização tivesse lugar se responsabilizasse pela parte logística, isto é, contactasse com o restaurante, em articulação comigo. Eu mais disse que, para salvaguardar a hipótese de eu morrer, eu iria remeter o ficheiro com os dados do pessoal, que entretanto eu tinha já elaborado, para os Camaradas. Com o advento do correio eletrónico, imediatamente remeti o referido ficheiro para os que já o possuíam e cujo endereço eu era sabedor.
O Joaquim Costa ofereceu-se para a realização da Confraternização do ano seguinte na sua linda terra de Vila de Rei, centro geodésico do país. Assim ficou combinado.




Carlos Jorge Mota

terça-feira, 22 de abril de 2014

02ª CONFRATERNIZAÇÃO – 1991, EM ABRANTES/CONCAVADA

Em 1991, em Abrantes, e conforme combinado um ano antes, após a cerimónia militar no então R.I. 2, fizemos a 2ª Confraternização no Restaurante A NORA, no dia 9 de junho, durante a qual intervieram vários Combatentes, entre eles o ex-Capitão Santana. Infelizmente foi a sua segunda e última intervenção, pois, em 1996, também no mesmo Restaurante, na 3ª Confraternização, já não estava entre nós, por doença fatal ocorrida antes.
Entretanto, face a uma das inúmeras cartas remetidas para os Camaradas, a filha de um deles, do Marcos Alfaiate, de seu nome Hélia, perante a inação de seu pai, entendeu substituí-lo nessa tarefa, escrevendo-me.

Pela ternura que o conteúdo das missivas encerra, insiro-as aqui, após colher a devida autorização, bem como a minha resposta. A Hélia esteve presente em Confraternizações posteriores, decorrido um bom tempo e já sendo uma senhora.





                                                                                                           Segunda carta




                                                                                                 Minha resposta


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                                                                                                                 Vídeo nº 1


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Vídeo nº 2 


Carlos Jorge Mota

01ª CONFRATERNIZAÇÃO – 1990, EM COIMBRA


                                                                                                O REENCONTRO EM 30.6.1990








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                                                                                                             Vídeo nº 1


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                                                                                                          Vídeo nº 2




Carlos Jorge Mota

segunda-feira, 21 de abril de 2014

CONFRATERNIZAÇÕES - PREFÁCIO

Após uma Guerra, todas as Guerras, os Combatentes entram num período de … NOJO - talvez lembrando-se do NOJO que ela encerra, palavra literalmente considerada. Procuram ingenuamente esquecer o que na mente está indelevelmente inscrito, que jamais o subconsciente apagará. Por isso desligam-se de tudo que a ela se reporte e fogem sistematicamente, e até de modo inconsciente, ao tema, como autodefesa. O tempo, porém, cura tudo, lá diz o povo. Ele vai passando, o Bilhete de Identidade e as mazelas vão-nos lembrando o tempo já decorrido, as amarguras tenuemente se desvanecem, vão ficando acinzentadas, mas as imagens, os sentimentos, as emoções, estão lá. Curadas? Não! Nesta matéria o adágio só parcialmente está certo. O tempo produz melhoras, mas não cura.
Foi dentro deste princípio que decorreram 19 anos, tempo findo o qual resolvi meter ombros a uma tarefa árdua, na ânsia de reencontrar Camaradas que comigo fizeram uma Viagem de Juventude, para os ver, para os abraçar, conversar, discutir ideias, apresentar a mulher e os filhos, mas numa situação de igualdade de cidadania, despidos de eventual diferença de graduação militar, onde todos se sentissem nivelados, sem preconceitos de qualquer tipo.
Baseado no livrinho do Batalhão que nos fora distribuído, busquei nomes e endereços e eis-me em 1990 a escrever a primeira carta para todo o pessoal, auscultando o seu desejo e disponibilidade para um encontro, e averiguando a melhor época para o efeito. Muitos não responderam e cartas várias vieram devolvidas: umas, com a marcação de “Desconhecido”, outras com o termo inesperado de “Falecido”. Mas … o mais emocionante para mim foram três telefonemas que recebi de viúvas de Camaradas a anunciar o seu estado de viuvez, com voz compreensivelmente embargada.
Recolhido o retorno das primeiras respostas, a galvanizar o entusiasmo para o trabalho a desenvolver, aí estou a remeter uma segunda carta, agora já com caráter vinculativo, para uma Confraternização a realizar na Liga dos Combatentes, em Coimbra. A Liga obrigou-me a uma entrega antecipada, como caução, duma determinada importância, ficando eu responsável pelo pagamento do número de refeições que indicasse, independentemente das pessoas aparecerem ou não. Corri riscos, mas, felizmente, todos se apresentaram, inclusive mais alguns camaradas não previamente inscritos. Valeu, pois, essa ligeira preocupação pois, a partir do arranque, os outros Convívios facilmente se diligenciariam.
O Capitão Santana (então já Tenente-Coronel), ao dar-me um abraço, em Coimbra, diz-me: “Mota, sempre pensei que isto ia partir de si, devido ao seu perfil organizativo, não obstante eu (e até outros) já ter pensado nisto. Parabéns pela iniciativa”.
Aí assentámos logo que, no ano seguinte, perfazendo 20 anos o nosso regresso, se poderia fazer uma Cerimónia dentro da nossa Unidade Mobilizadora, em Abrantes, até porque o Comandante tinha sido do seu Curso na Academia Militar. Disse-me que se encarregaria dessa parte cerimonial e eu executaria as outras tarefas organizativas. Sugeri eu que, na minha opinião, para não se banalizarem estes Convívios, eles só ocorressem depois a cada quatro anos. Cedo me apercebi do absurdo desta sugestão, pois a lei da vida é inexorável, mas … naquela época tínhamos quarenta e poucos anos, pensava eu (porventura todos) que um desaparecimento precoce era assunto que não nos dizia respeito. Mas aconteceu.

Há pouco mais de um mês, vim a tomar conhecimento, fruto duma conversa telefónica, que o Fernando Temudo e o António Amaral terão sido solicitados pelo Capitão Santana (já Tenente-Coronel) a colaborar nas diligências desta segunda Confraternização, inclusive com deslocações a Abrantes, quer ao Quartel quer ao Restaurante. Em relação ao Quartel, nada de surpreendente pois a responsabilidade ficou sob a alçada do Capitão Santana, mas, em relação ao Restaurante, esta situação já me causa surpresa, espanto até, porque eu próprio me desloquei ao Restaurante A NORA, em Concavada, para fazer um reconhecimento e assentar condições. A ser verdade, e não tenho razões para duvidar, fica aqui o registo e o nosso reconhecimento pela ação. Lamento apenas que nenhuma informação atempada fosse transmitida - eu nada possuo nos meus documentos que detenho sobre todas as Confraternizações, desde a primeira, e tenho-os todos, e não me lembro de algo me haver sido comunicado oralmente -, para que ficasse a constar dos anais da História da Companhia de Caçadores 2506.

Primeira Carta
Carta do Adário



                                                                                    Carta do Jorge Araújo




                                                                                    Carta do Francisco Freitas




                                                      Carta do Santo (frente) - falecido há já uns anos, em acidente

                                                                                      Carta do Santo (verso)

                                                                   Carta do Riachos (que também já nos deixou)

                                                                            Carta do Duarte, escrita da Alemanha

                                                                           Carta do Joaquim Costa, escrita da Suiça



                                                                             Minha segunda carta, já Convocatória

                                  
                                                                                       Recibo de 86 Almoços



Carlos Jorge Mota